domingo, 25 de novembro de 2012
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Canção da Plenitude
Não tenho mais os olhos de menina
nem corpo adolescente, e a pele
translúcida há muito se manchou.
Não tenho mais os olhos de menina
nem corpo adolescente, e a pele
translúcida há muito se manchou.
Há rugas onde havia sedas, sou uma estrutura
agrandada pelos anos e o peso dos fardos
bons ou ruins.
(Carreguei muitos com gosto e alguns com rebeldia.)
O que te posso dar é mais que tudo
o que perdi: dou-te os meus ganhos.
A maturidade que consegue rir
quando em outros tempos choraria,
busca te agradar
quando antigamente quereria
apenas ser amada.
Posso dar-te muito mais do que beleza
e juventude agora: esses dourados anos
me ensinaram a amar melhor, com mais paciência
e não menos ardor, a entender-te
se precisas, a aguardar-te quando vais,
a dar-te regaço de amante e colo de amiga,
e sobretudo força -- que vem do aprendizado.
Isso posso te dar: um mar antigo e confiável
cujas marés -- mesmo se fogem -- retornam,
cujas correntes ocultas não levam destroços
mas o sonho interminável das sereias.
Lya Luft
agrandada pelos anos e o peso dos fardos
bons ou ruins.
(Carreguei muitos com gosto e alguns com rebeldia.)
O que te posso dar é mais que tudo
o que perdi: dou-te os meus ganhos.
A maturidade que consegue rir
quando em outros tempos choraria,
busca te agradar
quando antigamente quereria
apenas ser amada.
Posso dar-te muito mais do que beleza
e juventude agora: esses dourados anos
me ensinaram a amar melhor, com mais paciência
e não menos ardor, a entender-te
se precisas, a aguardar-te quando vais,
a dar-te regaço de amante e colo de amiga,
e sobretudo força -- que vem do aprendizado.
Isso posso te dar: um mar antigo e confiável
cujas marés -- mesmo se fogem -- retornam,
cujas correntes ocultas não levam destroços
mas o sonho interminável das sereias.
Lya Luft
domingo, 18 de novembro de 2012
Desprezo? Não... Não chegaria a tanto,
Minha alma o quis num passado tristonho,
O conheci numa noite em pleno sonho
Desde então varri da mente todo o encanto...
Vazio? Não... Não quero em mim o pranto
Nem deixar alguém triste, magoado,
Deixe que o sentimento morra, seja enterrado
Como um pesadelo esquecido num canto
Ah! Já me refiz de quedas constantes!
Quero esquecer mais esta, que fique distante,
Saio de cena, calma e serena!
Deixar um sentimento que assim termina,
Sem mágoa, sem dor, nada que se lastima.
Amor? Até que sinto, mas não quero pena.
Betânia Uchôa
Minha alma o quis num passado tristonho,
O conheci numa noite em pleno sonho
Desde então varri da mente todo o encanto...
Vazio? Não... Não quero em mim o pranto
Nem deixar alguém triste, magoado,
Deixe que o sentimento morra, seja enterrado
Como um pesadelo esquecido num canto
Ah! Já me refiz de quedas constantes!
Quero esquecer mais esta, que fique distante,
Saio de cena, calma e serena!
Deixar um sentimento que assim termina,
Sem mágoa, sem dor, nada que se lastima.
Amor? Até que sinto, mas não quero pena.
Betânia Uchôa
sábado, 17 de novembro de 2012
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